O que é Transtorno Obsessivo Compulsivo?

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é um distúrbio psiquiátrico caracterizado por pensamentos de obsessão e compulsão, relacionados a sentimentos de medo e aversão irracionais. Normalmente esses sentimentos estão relacionados a higiene, organização, simetria ou perfeição.

Atualmente, é considerada uma doença comum, atingindo uma a cada 60 pessoas. Manifesta-se normalmente no início da vida, entre a infância e a adolescência.

Sintomas:

Uma das principais características do TOC é a sua grande variedade de sintomas, que variam de pessoa para pessoa. As manifestações da doença podem ser divididas em duas categorias: obsessões e compulsões. As obsessões são pensamentos ou impulsos persistentes de aversão, medo ou repugnância. Esses sentimentos invadem a mente do paciente de maneira involuntária e causam extrema ansiedade.

As obsessões são ativadas por situações triviais do dia-a-dia e, muitas vezes, o próprio paciente reconhece a irracionalidade de seus sentimentos, tentando ignorá-los. A sensação de imediatismo e urgência está diretamente ligada com a obsessão. O paciente experimenta uma sensação de que algo muito ruim está para acontecer e que algo deve ser feito imediatamente.

As compulsões são rituais, ações repetitivas que ocorrem em resposta às obsessões, como maneira de aliviar o sentimento de medo e ansiedade. Podem ser tanto manifestações físicas como pensamentos. Orações, contagem e repetição de palavras são exemplos de compulsões.

Ao contrário das obsessões, as compulsões são consideradas atos voluntários, na medida em que o paciente decide realizar aquela ação para aliviar a ansiedade. Algumas compulsões não tem relação lógica ou realista com o que pretendem evitar, como não pisar em juntas de lajotas nas calçadas para evitar que algo ruim aconteça.

Outro sintoma do TOC são as evitações, quando o paciente evita situações que irão ativar seus medos e ansiedades. É comum pessoas que sofrem com o TOC evitarem contato direto com outras pessoas, banheiros públicos e hospitais.

Diagnóstico:

Não existe um instrumento efetivo para o diagnóstico do TOC. É difícil de ser alcançado com precisão, pois seus sintomas são extremamente amplos e normalmente os pacientes apresentam outros transtornos concomitantes. O diagnóstico é feito clinicamente, a partir da análise feita pelo psiquiatra.

Desde 1980, essa análise tem sido feita a partir da Escala Obsessiva Compulsiva de Yale-Brown, que utiliza uma entrevista de três partes para classificar os pacientes a partir de uma escala de zero a 40 pontos. Pacientes com pontuação acima de 31 são considerados casos extremos.

Tratamento:

De acordo com a intensidade do TOC, o tratamento pode variar de diminuição do estresse até a neurocirurgia. O método mais comum para tratar o TOC é a terapia comportamental, onde o médico estimula o paciente a enfrentar suas ansiedades sem recorrer à compulsão. A exposição crônica diminui as ansiedades e obsessões.

O tratamento farmacológico também pode ser utilizado para diminuir os sintomas e desconfortos do paciente. A neurocirurgia só é uma opção em casos extremos, onde nenhum outro recurso se mostrou efetivo.

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